Policial
Publicado em 28/04/2017 às 08h57 | Portal Correio
Estrangeiros presos em JP só serão extraditados após cumprirem pena no Brasil
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Os iraquianos Feras Haussn e Hussein Ali Hussein; o saudita Saleh Alderaibi; e o libanês Bahaaeddine Nasser, vão ter que cumprir pena no Brasil, se condenados, para serem extraditados aos países de origem, segundo afirmou nesta terça-feira (25) o delegado Lucas Sá, da Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF). Os estrangeiros estão presos com o paulista Sandro Adriano por suspeita de terem ligações com grupos terroristas e extremistas do Oriente Médio e falsificarem documentos.
 
Segundo o delegado, as embaixadas de cada um dos envolvidos no crime já entraram em contato com a DDF informando sobre o pedido de extradição dos suspeitos. Porém, os estrangeiros vão continuar presos em presídios de João Pessoa até o fim do processo.
 
“Ontem foi feita audiência de custódia. Eles (presos na segunda-feira) foram encaminhados ao PB-1. Os cinco vão ficar a disposição da Justiça sem prazo definido até que o processo tenha a sua tramitação, seja julgado e eles deverão ser condenados e cumprir as penas aqui no Brasil. Mas, as embaixadas já me informaram que estão pedindo a extradição deles. Assim que eles cumprirem a pena a tendência é que eles sejam extraditados para os seus países de origem”, afirmou o delegado.
 
O caso
 
O grupo criminoso começou a ser descoberto no dia 12 deste mês, quando Sandro Adriano, Feras Haussn e Saleh Alderaibi foram presos tentando que garantiria cidadania brasileira a Saleh.
 
No decorrer das investigações, também foram presos Hussein Ali Hussein, irmão de Feras Haussn, e Bahaaeddine Nasser. Eles estavam hospedados em um hotel da orla de Tambaú e teriam vindo a João Pessoa para auxiliar os suspeitos presos pela polícia no dia 12.
 
O delegado Lucas Sá disse que as investigações confirmaram que a organização criminosa atua em diversos estados do Brasil, contando com um elaborado esquema criminoso e com a colaboração de funcionários públicos e de diversos cartórios. 
 
O grupo negociaria documentos públicos brasileiros (certidões de nascimento, identidades, passaportes e outros documentos) que seriam posteriormente revendidos a estrangeiros de diversos países, dentre eles Arábia Saudita, Iraque, Síria, Líbano e Paquistão, que não preenchem os requisitos para estadia legal no Brasil.
 
Além disso, os suspeitos também estariam ligados a organizações extremistas do Oriente Médio, já que no celular de um deles a polícia encontrou fotos de pessoas mortas e decapitadas em cenários de guerra.
 
O Portal Correio tentou contato com as embaixadas do Iraque, Líbano e Arábia Saudita para que elas se posicionassem quando ao pedido de extradição dos suspeitos, mas as ligações não foram atendias. 


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