Política
Publicado em 21/05/2017 às 08h43 | 247
SENADO COGITA DESAFIAR STF PARA MANTER AÉCIO
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O Senado pode desobedecer a decisão do ministro-relator da Operação Lava Jato no STF, Edson Fachin, que determinou por meio de liminar a suspensão do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG); a estratégia seria a defesa do tucano recorrer à Mesa do Legislativo questionando a validade da medida; a Mesa argumentaria não haver previsão constitucional para a suspensão, mantendo o parlamentar no cargo; "Em nenhum lugar do mundo um parlamentar seria afastado nessas condições, muito menos por meio de liminar", afirma um dos senadores; arquiteto do golpe, Aécio foi um dos principais alvos das delações da JBS, junto com Michel Temer; além de ser megadelatado na Lava Jato, de ter sido apontado pela JBS como beneficiário de propinas milionários, o tucano agiu para estancar a Lava Jato, como afirmou o procurador Janot
 
O Senado pode desobedecer a decisão do ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que determinou por meio de liminar a suspensão do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo a colunista Mônica Bergamo, a estratégia seria a defesa do tucano recorra à Mesa do Legislativo questionando a validade da medida. A Mesa responderia não haver previsão constitucional para a suspensão, mantendo o parlamentar no cargo.
 
"Em nenhum lugar do mundo um parlamentar seria afastado nessas condições, muito menos por meio de liminar", afirma um dos senadores mais influentes da Casa.
 
O STF decidiu afastar Aécio do cargo depois de ele aparecer em gravação feita no âmbito de delação premiada da Operação Lava Jato pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS.
 
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) também foi gravado, pedindo R$ 2 milhões a Joesley para supostamente pagar advogados, ainda segundo Lauro Jardim. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB. Segundo a PF, que filmou a cena, o dinheiro foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).
 
O tucano tratou a propina como venda de apartamento. "Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público. Registre-se ainda que a intenção do senador sempre foi, quando da venda do apartamento, ressarcir o empresário", disse ele, em nota.
 
O senador também sugeriu escolher delegados da Polícia Federal para estancar a Operação Lava Jato, na conversa com o empresário Joesley Batista, da JBS. O tucano também chama o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, de "bosta do caralho"


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